sábado, 30 de janeiro de 2010

Do mundo percebido ao mundo construído: sensação e percepção.



Afinal o que é o REAL? É o REAL dado ou construído? Os limites do REAL são os limites dos meus sentidos? O que há de REAL para os humanos senão um qb. de ligações electroquímicas?

"O que sabemos é uma gota de água, o que ignoramos é um oceano" (Isaac Newton)

http://www.ted.com/talks/lang/eng/beau_lotto_optical_illusions_show_how_we_see.html

*(Os jogos de cores de Beau Lotto vão baralhar a sua visão, mas também destacam o que você normalmente não consegue ver: como o seu cérebro funciona. Essa divertida visão em primeira mão de nosso sentido de visão revela como a evolução molda sua visão e sua percepção do mundo)

http://www.ted.com/talks/al_seckel_says_our_brains_are_mis_wired.html

*(Al Seckel, um neurocientista cognitivo, explora as ilusões perceptuais que enganam as nossas mentes. Inúmeras ilusões de óptica o ajudam a provar não somente como nós somos facilmente enganáveis, mas que nós até gostamos disso.)

*Link para uma grande diversidade de ilusões ópticas

http://www.ilusaodeotica.com/

* Para os mais curiosos, aqui fica um link que analisa e explica o porquê das principais ilusões ópticas.

http://to-campos.planetaclix.pt/visio/ilusao/ilusao.htm

Bom trabalho!

domingo, 24 de janeiro de 2010

A origem da Agressividade - Bandura (e uma pitada de amor...)



Das quatro explicações quanto à origem da agressividade, talvez valha a pena olhar a concepção de Bandura: a aprendizagem social ou modelagem. É nesta concepção que a nossa capacidade de intervenção, promovendo ou evitando, é mais evidente.
As outras concepções acerca da origem da agressividade são, como estudámos, as de Freud, Lorenz e Dollard.


1. http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7804207437132888003
2. http://www.youtube.com/watch?v=zq5vgcVPDgs&feature=related (see aggression... Do aggression)

O documentário de Philip Zimbardo, sobre "how people become monsters ... or heroes", é uma excelente reflexão sobre as interacções humanas e a ténue fronteira que em cada um de nós separa o "anjo" da "besta".

3. http://www.ted.com/talks/lang/eng/philip_zimbardo_on_the_psychology_of_evil.html

Para acabar com um documentário mais reconfortante, que tal falar de amor apaixonado? É disso que nos fala a antropóloga Helen Fisher em: "the brain in love"

4. http://www.ted.com/talks/lang/eng/helen_fisher_studies_the_brain_in_love.html

Bom trabalho!

Processos de Influência entre os indivíduos



Como estudámos, a Influência Social pode manifestar-se em três grandes processos, a saber:

1. NORMALIZAÇÃO
2. CONFORMISMO
3. OBEDIÊNCIA

As experiência de ASCH e MILGRAM ilustram de forma clara o modo como estes processos se encontram presentes nas sociedades humanas, evidentemente com algumas pequenas variações de cultura para cultura.

Aqui ficam os links para as experiências e para uma reflexão necessária: a) porque nem todos nos conformamos? b) porque nem todos obedecemos?

- 1. http://www.youtube.com/watch?v=TYIh4MkcfJA&feature=related (Asch)
- 2. http://www.youtube.com/watch?v=iRh5qy09nNw (Asch)
- 3. http://www.youtube.com/watch?v=AgORmAYzTC0&feature=fvsr (Milgram)
- 4. http://www.youtube.com/watch?v=BcvSNg0HZwk&feature=related (1/3)(Milgram)
- 4.1. http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7804207437132888003 (2/3)
- 4.2. http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7804207437132888003 (3/3)

Boa reflexão!

Efeito da perturbação nas Relações Precoces


Aqui vão alguns links para a célebre experiência de Harry Harlow com os macacos Rhesus:

1. http://www.youtube.com/watch?v=fLrBrk9DXVk

2. http://www.youtube.com/watch?v=fg9QCeA4FJs&feature=related

3. http://www.youtube.com/watch?v=02r3u59FRPU&feature=related

O efeito da ausência da mãe e o problema da vinculação.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Relações Interpessoais


Alguns links para pequenos documentários que ilustram os temas que temos vindo a abordar. Há na Internet uma infinidade de outros, igualmente interessantes. Deixo um desafio: não basta olhar, é preciso ver!


LINKS:
1. http://www.youtube.com/watch?v=uaGO6Zc8L5M&NR=1 (uma atitude faz a diferença)
2. http://www.youtube.com/watch?v=EkLuV5s5xCA (mudança de atitude)
3. http://www.youtube.com/watch?v=XG8itQPoOaw&feature=related (mudança de atitude – ecologia)
4. http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k&feature=related (Story of stuff – Sistema linear do capitalism o – até onde a sustentabilidade?)
5. http://www.youtube.com/watch?v=FBY8iruOsNk (reflectir: dimensão dos problemas e mudança de atitude)
6. http://www.youtube.com/watch?v=h4Et0z7KY5Q (Preconceito)
7. http://www.youtube.com/watch?v=9R71ITGOMTE&feature=related (preconceito)
8. http://www.youtube.com/watch?v=pYgfD8t9Y4I&NR=1 (Se o mundo tivesse 100 pessoas…)

domingo, 15 de novembro de 2009

Vinculação



Alguns links:


* John Bowlby Attachment and Loss

http://www.youtube.com/watch?v=VAAmSqv2GV8


* MARY AINSWORTH: ATTACHMENT AND THE GROWTH OF LOVE

http://video.google.com/videoplay?docid=-3634664472704568591#


* Harry Harlow Monkey Experiment Contact Comfort

http://www.youtube.com/watch?v=KlfOecrr6kI&feature=related


* Scaring a monkey: another experiment by Harlow

http://www.youtube.com/watch?v=fg9QCeA4FJs&feature=related

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vinculação

A teoria da vinculação e das perturbações da vinculação foi desenvolvida a partir de 1950 por John Bowlby. A vinculação precoce (0-3 anos) é um comportamento inato dos primatas e em particular dos humanos. Neste sentido, desde o nascimento e ao longo do primeiro ano de vida, o bebé começa a estabelecer uma relação privilegiada com o adulto que lhe proporciona cuidados básicos e desse modo, assegura a sua sobrevivência. Ao realizar com regularidade essas funções o adulto tenderá a tornar-se uma figura de vinculação. Será capaz de proporcionar uma base de segurança quando o bebé revela algum tipo de desconforto nomeadamente mal-estar ou medo. Depreende-se desta forma que a relação de vinculação poderá ser compreendida na medida em que o adulto seja capaz de garantir um ambiente seguro a um ser que procura protecção e que a percebe no outro que considera mais forte e mais apto. Trata-se pois duma relação assimétrica. Ainsworth (1985) clarificou este conceito com base nos seguintes critérios:
• É persistente e não transitória;
• Envolve uma figura específica e reflecte uma atracção
que um individuo tem por outro indivíduo;
• Trata-se de uma relação emocionalmente significativa;
• O indivíduo deseja manter a proximidade ou contacto
com essa figura, ainda que tal possa variar em função de
vários factores, como a idade, o estado do indivíduo ou
as condições do meio;
• O indivíduo experiencia uma certa perturbação face a
uma situação de separação involuntária e, sobretudo,
quando deseja a proximidade e tal não lhe é possível.
A protecção baseia-se, essencialmente, na proximidade física e no contacto entre a mãe e o bebé nos primeiros anos de vida. Os comportamentos de vinculação têm por objectivo promover a proximidade e segurança nomeadamente o sorriso e a vocalização e mais tarde o agarrar e gatinhar visam o estabelecimento do laço ou vinculo.
A relação de vinculação distingue-se das outras relações sociais por quatro características:
• Reacções marcadas perante a separação involuntária.
• Sentimento de segurança.
• Comportamento de refúgio.
• Procura de proximidade

Desenvolvimento do sistema de vinculação:
Dos 0 aos 6 meses:
O bebé põe em acção os processos de discriminação em que discrimina a mãe de entre todos e mais tarde por volta dos 6 meses discrimina o 3º elemento – o pai.
Dos 6 meses aos 3 anos
Entre os 7 e os 9 meses a criança distingue os familiares dos estranhos, nesta fase é natural que a criança não queira ir para o colo de estranhos – é bom que estranhe!
Nesta fase as crianças começam a entender as relações de causa efeito.
Após os 3 anos
A criança desenvolve uma vontade própria e uma compreensão das intenções do outro. O aumento das capacidades cognitivas da criança permite-lhe suportar o afastamento da figura de vinculação.
Tipos de Vinculação:
Vinculação Segura:
• A criança utiliza a mãe como base de segurança a partir
da qual explora o meio.
• A criança chora com pouca frequência no entanto, nos
momentos de separação mostra-se perturbada e não é
reconfortada por outras pessoas.
• Nos reencontros com a mãe, a criança saúda-a
activamente, sinaliza-a e procura o contacto com ela.
• Existe equilíbrio entre os comportamentos de vinculação
e de exploração.
Vinculação Insegura Ambivalente:
• A criança permanece junto da mãe, aparenta alguma
ansiedade e explora pouco o meio.
• Nos momentos de separação a criança mostra-se muito
perturbada.
• Nos reencontros com a mãe o comportamento da criança
pode alternar, entre tentativas de contacto e contacto com
sinais de rejeição (empurrar, pontapés…)
• Após o reencontro com a mãe, a criança fica vigilante.
• Os comportamentos de vinculação predominam face aos
comportamentos exploratórios.
Vinculação Insegura Evitante:
• A criança permanece mais ou menos indiferente quanto à
proximidade da mãe e entrega-se
à exploração do meio.
• Na ausência da mãe a criança pode chorar ou não e, se
ficar perturbada é provável que outras pessoas a
consigam reconfortar.
• Nos reencontros com a mãe, a criança desvia o olhar e
evita o contacto com ela.
• Os comportamentos exploratórios prevalecem face aos
comportamentos de vinculação.
Vinculação Desorganizada:
• O comportamento da criança parece não ter um objectivo
claro ou uma explicação.
• A criança executa movimentos incompletos,
estereotipados e paragens.
• A criança manifesta medo da mãe e alguma confusão ou
desorientação.

A vinculação segura proporciona à criança uma maior disponibilidade de fazer mais aprendizagens, uma vez que se sente segura, a criança canaliza a sua energia psíquica para a exploração do meio que a rodeia. As mães de crianças seguras revelam-se empáticas face às necessidades da criança, sendo que identificam os sinais da criança e reagem pronta e adequadamente à sinalização. Avaliam o cuidado a prestar à criança, principalmente, em função da situação e do temperamento da criança. São por norma mães disponíveis, carinhosas e cooperantes.
Paula Caleça (Psicóloga Educacional)